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FAMÍLIA PORTO - DEZEMBRO 2014




 Albânia, dezembro de 2014.

Querida família e amigos,


Dois mil e catorze – sem dúvida, um ano especial no qual Deus nos fez
chegar à terra à qual havia prometido nos trazer.
Foram dez anos de preparo!

Como tudo aconteceu? Dissemos nosso primeiro sim para missões em 2004, quando fomos viver e trabalhar no Vale da Bênção. O segundo sim foi em 2009, quando aceitamos obedecer ao chamado para missões transculturais – Polônia, Paraguai, Argentina, Bolívia, Juazeiro do Norte (Ceará) e África do Sul! Choro e riso, sofrimento e alegria, perda e conquista, provação e recomeço – tudo fez parte do nosso treinamento! Deus nos desafiou a trabalhar na Albânia. Obedecemos ao chamado e aqui estamos, felizes por termos tido esse desprendimento. O desafio era desafiar pessoas a vir conosco, pois a obra missionária não é feita somente pelos que vão. Se não houver oração e sustento, o envio é impossível. Algumas portas se abriram. Pessoas conhecidas e desconhecidas, amigos, familiares e igrejas – muitos foram somados!

Quem moveu? Quem move e faz tudo para que o Evangelho do Deus Filho – Jesus Cristo – chegue aos confins da Terra. É Ele – o próprio Deus Pai! E, vejam que lindo, Ele nos deu o Danilo Miguel! Para muitos da Albânia, a mensagem de que o Salvador nasceu é nova e desconhecida. Estamos ainda mais motivados a anunciar para o maior número possível de albaneses a notícia do maior acontecimento da história da humanidade: “Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11)! Em novembro, fomos para as montanhas da Albânia para anunciar essa boa nova e ficamos impressionados com a sede que o povo tem de saber sobre Jesus. O Salvador ainda precisa nascer em milhares de corações! Durante três dias, compartilhamos com três famílias sobre quem é Jesus. Voltamos gripados (frio demais da conta, sô!), mas felizes. Após uma semana, uma dessas famílias (um casal com três filhos) veio passar o final de semana na nossa casa. Que bênção – sinal da graça de Deus sobre nós! As diferenças culturais e de linguagem não impedem o agir de Deus na vida das pessoas, pelo contrário, Deus nos usa com o que temos e com o que somos.
Na carta anterior, pedimos oração por proteção porque houve tentativa de arrombamento da nossa casa. Era por volta de 5h. Estávamos dormindo. A casa na qual moramos há três andares.
No primeiro andar, mora uma família de “MM”. Moramos no segundo andar, e o muro que dá acesso à rua fica muito próximo da nossa varanda. A moradora do terceiro andar ouviu o barulho de alguém mexendo na fechadura da nossa porta e fez barulho. O ladrão saiu correndo e pulou o muro. Que susto! Na Albânia, furtos de coisas deixadas no quintal são comuns, mas, assim que chegamos, fomos alertados no sentido de que, quando ladrões entram em uma casa para assaltá-la, podem matar quem está dentro dela para não ser reconhecidos. Por Sua graça, porém, Deus nos livrou! Em nosso coração, sentimos Sua palavra: “Sou o protetor de vocês!”.

Uma vizinha nos disse: “Não se preocupem! Tenho uma arma e durmo com ela debaixo do travesseiro. Mato quem tentar entrar aqui!”. Misericórdia! Ficamos atônitos. Estamos evangelizando ela e o filho (o marido trabalha na Itália). Essa é a forma que eles encontram para se defender (aqui, é normal que as pessoas tenham armas em casa).

Meditamos muito nestes versículos: “Se Eu, o Senhor, não guardar a casa, em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1) e “Caiam mil ao seu lado e dez mil à sua direita, mas você não será atingido” (Sl 91). Vivemos a Palavra do Verbo Vivo – Cristo –, que liberta do medo. Colocamos nossa confiança nEle, porque Ele governa nossa vida.

Em meio ao que Deus ministrou ao nosso coração, recebemos a carta de oração de uma amiga que trabalha com “MM” na África do Sul. Ela também viveu um momento de medo. Compartilhamos um pouco do fortalecimento de Deus: “Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: ‘É um fantasma!’. E gritaram de medo. Mas Jesus imediatamente lhes disse: ‘Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais’. E Pedro, reparando na força do vento, teve medo e, começando a submergir, gritou: ‘Senhor, salva-me!’. Imediatamente, Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: ‘Homem de pequena fé, por que você duvidou?’” (Mt 14.26,27,30,31).

Quantas vezes deixamos de dizer que estamos com medo para não sermos chamados de medrosos? Somos condicionados a não temer nada, pois o Senhor está conosco. É verdade, mas sentimos medo, e isso não é incoerente! Cremos sim no Senhor como rocha inabalável. Ter medo parece falta de fé, uma vez que servimos a um Deus todo-poderoso. Será, então, que, quando sentimos medo de violência, realmente é falta de fé? Como relacionar a fé de personagens bíblicos que tiveram que literalmente fugir ou se esconder? De acordo com a enciclopédia livre Wikipédia, medo “é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente”.

O barco no qual Pedro estava representa uma zona de conforto, mas o impacto aconteceu quando ele colocou o pé para fora do barco. Dar um passo para fora do barco significa envolver-se, enfrentar medos, experimentar o novo, o diferente e o poder de Deus, descobrir e abraçar o único e exclusivo chamado de Deus e deixar tudo para trás para dar passos de fé. Se não fosse assim, a Bíblia não precisaria ter tantas expressões como as dos versículos citados: “Não temais!”. Viver com medo é diferente, pois o medo pode nos dominar a ponto de nos paralisar. A fé funciona como equilíbrio, pois nos ajuda a enfrentar o medo. Jesus disse: “Tende bom ânimo!”. Por quê? Ânimo é “excesso de determinação diante de uma circunstância perigosa”, ou seja, o ânimo ajuda a não perder o foco, independentemente das circunstâncias. Deus usa os desafios do mundo para desenvolver nossa fé. Sempre haverá uma chamada, sempre haverá medo, sempre haverá decisão, sempre haverá mudança de vida, sempre haverá fé! Vocês podem dar sete glórias a Deus conosco? Esperamos que essa palavra os edifique!

Terminamos 2014 animados por termos concluído o Programa de Imersão Cultural – PIC (quatro meses de pesquisa e muito trabalho). Já apresentamos nossas monografias para a Missão Antioquia (pesquisa do Daniel – virgens juramentadas – e pesquisa da Shirley – vingança de sangue). Em 30/12, comemoraremos 14 anos de casados – bodas de marfim! Que bênção! É muito especial termos sidos unidos por Deus para, juntos, servirmos a Ele! Mais sete glórias a Deus!

Finalizamos nossa carta com muita gratidão em nosso coração porque Deus tem cuidado de nós. Também somos gratos pelo amor e pelo zelo que vocês têm para conosco! Declaramos sobre vocês as mais ricas bênçãos dos céus – saúde, prosperidade, alegria, paz, ânimo, unção e sabedoria de Deus para tudo o que fizerem e falarem!
Felicidades e votos de um feliz Natal e de um ano novo abençoadíssimo para vocês e para a família de vocês! Fiquem na paz!

Família Porto
Pastor Daniel, tia Shirley e Danilo Miguel

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Skype: Família Porto – Albânia
E-mail: danielshirleyporto@hotmail.com


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