expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Família Porto - Matosinhos, Junho / Julho de 2017


*|MC:SUBJECT|*

Matosinhos, Junho / Julho de 2017 - Família Porto

Veja esse email no navegador,
clique aqui
Matosinhos, junho/julho de 2017.
 
Queridos,
 
Há algum tempo, tentamos escrever, porém nossa chegada foi um pouco difícil. Apesar disto, Deus esteve conosco em todo o tempo e o Espírito Santo nos conduziu e tem nos consolado.
 
Compartilhamos sobre minha mãe, pois, desde dezembro, vocês oraram por ela. Ela entrou no bloco cirúrgico lúcida – podia caminhar e se alimentava normalmente. Ela não estava muito animada com a cirurgia, mas os médicos disseram que, em função de sua situação, seria o melhor. Infelizmente, porém, após seis horas de cirurgia e uma hora de espera, vi minha mãe sair do bloco cirúrgico completamente “apagada”, com vários equipamentos ligados a ela. Como o CTI esperava que ela saísse da cirurgia acordada, teve que reprogramar-se para recebê-la.
 
Iniciou-se, então, nossa luta pela vida. Naquela primeira noite, não pudemos ficar com ela. Os médicos nos mandaram para casa e disseram que aguardariam que ela acordasse. De manhã, voltei para o hospital, levando os óculos da minha mãe, pois sabia que ela não gostava de ficar sem eles. Minha esperança é que ela olharia e sorriria para mim, mas isso não aconteceu. Sua situação estava pior. Ela havia tido convulsões, e as sequelas eram irreversíveis. Achei que ela havia morrido. Foi difícil olhar para ela e não ficar muito triste, especialmente pelo fato de ela estar “bem” antes da cirurgia (agora, ao escrever, revivo a cena e lágrimas caem dos meus olhos).
 
Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Não me comuniquei mais pelo Facebook. Passei a viver uma rotina hospitalar. Recebi ajuda de pessoas especiais, às quais agradeço: Lilica, Margareth, Kezia, Giulia e irmã Miriam. Também sou grata à querida família Rodrigues, que cuidou do Davi Mateus para mim (ele é bem bebezinho e ficou sem mim o dia inteiro). Também recebi ajuda dos meus sogros, cunhada e outros familiares. Em Contagem, amigos de infância e juventude fizeram um relógio de oração por minha mãe – 24 horas. Vocês também oraram. Amigas me deram suporte em oração e emoções. Glória a Deus por todos! Teria sido muito difícil sem essa ajuda.
 
O estado da minha mãe evoluía e regredia. Depois de três meses de internação, porém, não havia mais nada a ser feito no hospital, e ela recebeu alta, com indicação para cuidados durante 24 horas. Conseguimos uma clínica preparada para oferecer cuidados técnicos, tais como sonda ligada diretamente ao estômago.
 
Iniciamos, então, o processo de visto para Portugal, que poderíamos obter em até 60 dias, mas que recebemos em oito dias! Tivemos, então, que marcar uma data limite para viajar. Como haveria uma conferência referente ao nosso trabalho com os portugueses em junho, marcamos a viagem para 08/06.
 
Durante os cultos de despedida, minha mãe piorou e voltou para o hospital. Depois de outra melhora e da última piora, os médicos disseram que o estado dela era angustiante e que deveríamos nos preparar, pois ela partiria a qualquer momento.
 
Em minha última noite com minha mãe no hospital, novamente disse a ela o quanto a amava e o quanto ela era importante para mim e que, um dia, com meu pai, iríamos nos encontrar e cantar em um grande coral de louvor ao Rei Jesus. Também disse para que ela não se preocupasse com nada e permanecesse na paz do Senhor. Minha amiga e madrinha de casamento Lúcia estava comigo. Pareceu-nos que minha mãe tentou dizer algo para ela. Foi uma despedida intensa. Naquela noite, ao chegar em casa, toda a família do Daniel e os amigos de infância Cláudia e Jefferson nos aguardavam. A dor foi tão intensa que não chorei, gritei, gritei, gritei e, só então, chorei, porque sabia que não veria mais minha mãe nessa vida.
 
Fomos para nossa igreja em Brasília. Foi um presente de Deus! Recebemos cuidado e amor da igreja e do Pr. Manoel Barbosa. Depois, fomos para o Vale da Bênção. Ainda tivemos um tempo com amigos amados, e alguns deles foram para o aeroporto conosco. Embarcamos em 08/06 e chegamos em Portugal em 09/06. Minha mãe faleceu em 10/06. Como havíamos nos preparado, tudo estava mais ou menos organizado – participamos da cerimônia via Skype.
 
Agora, estamos em fase de estabelecimento e conhecimento do povo e da cultura. Foi difícil acharmos um lugar para morar, pois os valores são altos e os imóveis disponíveis ficam longe da população à qual serviremos, na qual o projeto Vida Nova está estabelecido. Decidimos sair pelas ruas com os meninos, orando e perguntando sobre um imóvel para alugar em comércios e para pessoas.
 
Assim, tivemos uma grande experiência com nosso Deus. Em certa rua, conversamos com uma senhora, que nos indicou a casa em frente. Os donos, que moram em outra cidade, estavam no local, limpando a casa para alugá-la no verão. O homem disse que alugaria a casa para nós, pois dissemos: “Deus abençoe o senhor e sua família!”. Ele disse que, nos dias de hoje, é difícil alguém dizer isso. Cremos que isso é proveniente do afastamento das pessoas de Deus. Mentes secularizadas pensam que conseguem vencer por meio da força de pensamentos positivos ou do próprio braço, mas Deus é quem pode nos dar o que necessitamos. Quando Ele abre portas, ninguém fecha! Se Ele fecha, ninguém abre! Naquele mesmo dia, assinamos o aluguel, cujo valor é bem abaixo do que havíamos encontrado. A casa é boa, tem uma área para os meninos brincarem e fica a dois minutos da base do projeto Vida Nova.
 
Precisamos de suas orações, pois há grandes necessidades e queremos fazer a obra de Deus, levando muitos a Cristo. Mais brevemente possível, o Daniel pretende iniciar uma escolinha de futebol para as crianças carentes de Cruz de Pau. Tenho feito laços que aprendi na nossa igreja com a querida Dina, esposa do nosso pastor. Com eles, posso visitar a casa de mulheres com crianças, presenteando as meninas. Iniciaremos um encontro semanal na nossa casa com vizinhos. Já fizemos amizade com algumas famílias da nossa rua e com os donos da nossa casa.
 
Orem para que o Espírito Santo toque corações, impactando-os com o amor de Jesus. Também orem pela nossa situação financeira para que Deus supra cada uma das nossas necessidades, levantando mais pessoas e igrejas para colaborar conosco na evangelização em Portugal.
 
Oramos para que vocês sejam abençoados e vejam a boa mão do Senhor em tudo que fizerem. Agradeço por me “ouvirem” e continuarem em intercessão e suporte para que realizemos a obra de Deus de acordo com nosso chamado, “... porque o SENHOR me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, proclamar liberdade aos cativos e libertação do mundo das trevas aos prisioneiros da escuridão; para consolar todos os que andam tristes”.

Em breve, enviaremos boas notícias sobre o que Deus tem feito em Portugal por meio de nós e de vocês! Abraços. Fiquem na paz do Senhor Jesus Cristo!
 
 
Shirley Porto
Copyright © FAMÍLIA PORTO  All rights reserved.
 
Nosso endereço no Brasil é:

FAMÍLIA PORTO
Rua Bom Pastor, 300
Vale da Bênção
Araçariguama - SP
18.147-000

sair da lista de contatos de Família Porto    

*|IF:REWARDS|* *|HTML:REWARDS|* *|END:IF|*
 

POR FAVOR, NOS INFORME SE VOCÊ ESTIVER

PRECISANDO DE MAIS BOLETOS.

OBRIGADO!

Ou se preferir,
FOTOS
IGREJA VIDA NOVA EM MATOSINHOS
IGREJA A FONTE EM PENAFIEL